O blogue "Diário de um sociólogo" foi seleccionado em 2007 e 2008 pelo júri do The Bobs da Deutsche Welle - concurso internacional de weblogs, podcasts e videoblogs - como um dos dez melhores weblogs em português entre 559 concorrentes (2007) e um dos onze melhores entre 400 concorrentes (2008). Entrevista sobre o concurso de 2008 no UOL, AQUI.
Para todas aquelas e todos aqueles que visitarem este diário, os meus votos de um 2018 habitado pelo futuro, pela confiança, pela tranquilidade e pela saúde. Sintam-se bem e regressem sempre a este espaço criado a 18 de Abril de 2006. Abraço índico.
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28 fevereiro 2010

Pedido aos leitores que debatem homosexualidade

Um acalorado e interessante debate sobre a homosexualidade está a ocorrer neste diário, nesta postagem aqui. Sugiro leiam, no elo indicado, o 23.° comentário, por mim feito. Muito obrigado.

Postagens na forja

Eis alguns dos temas de postagens que, progressivamente, irão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
*
Eskom e Mphanda Nkuwa
* Racializar o social (5) (série)
* Facto político total com Guebuza (4) (série)
* Já nos descolonizámos? (9) (série)
* O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (8) (série)

Nossa cultura: mussiro (2)


(fim)

Nossa cultura: mussiro (1)



Confira textos aqui, aqui (a segunda foto da imagem foi reproduzida do segundo portal), aqui e aqui. As duas últimas sugestões de portais foram feitas em comentários aqui.
(continua)

Pontos de sobrevivência

Mais de 300 mortos


Leia aqui, aqui e aqui.

Facto político total com Guebuza (3)

Mais um pouco desta série.
No número anterior, procurei mostrar o que entendo por facto político total.
Importa, agora, ensaiar uma periodização.
Tenho, por hipótese, que o samorismo foi o mais intenso período de facto político total no nosso país. Com o chissanismo passámos para um fase de redução drástica da pulsão política visível, para uma gestão mais tecnocrática, mais diplomática. Com o guebusismo temos uma fase híbrida: o samorismo renasceu sem poder dispensar o chissanismo.
(continua) .
Nota: em qualquer altura posso operar modificações no texto, o que, a suceder, será assinalado a vermelho.

Racializar o social (4)

Mais um pouco desta série.
No mundo das diferenças existe uma coisa sem fundamentação científica que se chama raça.
A partir de características físicas, transpomos o limiar da biologia e sustentamos que as raças humanas são geneticamente portadores de coeficientes diferentes de inteligência e de capacidade de resolução de problemas. Portanto, que há raças superiores e raças inferiores. Em caso de - permitam-me dizer assim - desforra histórica, de alteração na distribuição de recursos de poder, sustentamos que há raças merecedoras e raças que já mereceram demasiado para merecerem mais.
(continua)

Ideologia em acção (7)

E termino esta série.
Recordo as definições que propus no número inaugural:
Ideologia em geral: conjunto de representações destinadas a garantir a coesão social. Ideologia política em particular: conjunto de representações destinadas a garantir o domínio político de um determinado grupo.
Agora só me falta considerar um quarto factor, o da
busca de autenticidade. O grupo dominante procura sempre mostar que o seu discurso é autêntico, que é formado de uma substância que, embora variando em seus canais, provém sempre da mesma fonte, é inalterável porque oriunda da fonte autêntica, da única fonte emissora.
Finalmente: há um pequeno texto exemplar de Bertolt Brecht que, em forma de parábola, talvez nos diga tudo o que precisamos saber sobre ideologia.
Aqui.
(fim)

Sociologia em rede

Saiu o primeiro número da revista online "Sociologia em rede", editada por Nildo Viana, aqui.

27 fevereiro 2010

Sinta


Este vídeo foi ontem sugerido pelo Ricardo, aqui.

Postagens na forja

Eis alguns dos temas de postagens que, progressivamente, irão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Racializar o social (4) (série)
* Facto político total com Guebuza (3) (série)
* Ideologia em acção (7) (série)
* Já nos descolonizámos? (9) (série)
* O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (8) (série)

Duas coisas

Terminou antes das 14 horas locais a leitura pública das sentenças das cinco pessoas acusadas no processo que se convencionou chamar "caso aeroportos de Moçambique". A imprensa irá referir-se às sentenças (de dois a 22 anos de prisão, fora as indemnizações). O que aqui me interessa são duas coisas das várias que o juiz Dimas Marôa disse no fim da sessão. Primeiro, disse esperar que as pessoas que, com pseudónimos, escreviam nos jornais sobre o julgamento, finalmente mostrassem quem realmente são (o juiz disse textualmente que lia todos os jornais); segundo, disse que tinha conhecimento de um rumor que veiculava o seu assassinato, mas que não tinha medo. Todavia, não disponho de dados para analisar ambas as coisas, bastante delicadas.

Questionário sobre pena de morte

Um segundo questionário foi introduzido, desta vez sobre a pena de morte, ficando activo no lado direito deste diário por dois meses, tal como o primeiro. Conferível aqui.

Ainda sobre a fuga de cérebros


Regresso à fuga de cérebros. No concernente à emigração dos quadros universitários graduados, o nosso país foi colocado na faixa "acima de 20%". Confira aqui. Para ampliar o quadro, clique sobre ele com o lado esquerdo do rato. Tradução: Free Translation
Adenda: eu e os leitores gostaríamos certamente de saber que dados do nosso país foram utilizados.

Questionário sobre homosexualidade

A homosexualidade é condenada por uns, defendida por outros. Uns dizem que foi importada da Europa, outros dizem que sempre existiu. Achei bom criar um questionário sobre o tema (leia ou recorde neste diário aqui, aqui e aqui), situado no lado direito deste blogue, actrivo por dois meses, aqui. O leitor pode fazer uso da votação múltipla.
Adenda às 19:41: de um leitor via email: "Caro Carlos: o inquérito sobre a homossexualidade no diário da oficina tem, na minha opinião, demasiadas perguntas. Sff dê uma vista de olhos nos inquéritos do Le Monde, a pergunta do dia tem em média 3-4 opções de resposta."

Questionários encerrados

No lado direito deste diário, encontram-se dois questionários cujo prazo de validade já encerrou. No primeiro houve 147 votos. Entre as frases mais pontuadas, encontra-se a de que "Em Moçambique há risco de monopartidarismo". No segundo, com 45 votos apenas, Afonso Dhlakama foi quem recebeu mais votos no tocante ao político mais publicitado na imprensa moçambicana entre 1992 e 2009. Os questionários serão hoje retirados, dando lugar a um novo.

Agravamento da crise sistémica global

O Global Europe Antecipation Bulletin antecipa "um agravamento brutal da crise no segundo trimestre de 2010, gerada por um duplo efeito de alcançar por fim fenómenos que foram provisoriamente "congelados" no segundo semestre de 2009 e pela impossibilidade de manter as medidas paliativas do ano passado (...) O agravamento brutal da crise sistémica global vai assim ser caracterizado por uma aceleração e/ou um reforço de cinco tendências negativas fundamentais (...)". Aqui. Original em francês aqui. Confira igualmente aqui.

Se os tubarões fossem homens

"Se os tubarões fossem homens, perguntou a filha de sua senhoria ao senhor K., seriam eles mais amáveis para com os peixinhos? (...) Certamente, respondeu o Sr. K. (...) O mais importante seria, naturalmente, a formação moral dos peixinhos. Eles seriam informados de que nada existe de mais belo e mais sublime do que um peixinho que se sacrifica contente, e que todos deveriam crer nos tubarões, sobretudo quando dissessem que cuidam de sua felicidade futura. Os peixinhos saberiam que este futuro só estaria assegurado se estudassem docilmente." - extracto de uma parábola escrita um dia por Bertolt Brecht intitulada "Se os tubarões fossem homens", aqui.

Dossier "Savana"

Pode conferir um dossier com peças do semanário "Savana" datado de 26 do corrente mês, aqui.

26 fevereiro 2010

Sinta

No dossier Savana amanhã


A conferir no dossier Savana que amanhã aqui postarei.

Postagens na forja

Eis alguns dos temas de postagens que, progressivamente, irão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Ainda sobre a fuga de cérebros
* Racializar o social (4) (série)
* Facto político total com Guebuza (3) (série)
* Questionários: ponto de situação
* Ideologia em acção (7) (série)
* Já nos descolonizámos? (9) (série)
* O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (8) (série)
* Sinta

Situação pós-chuva na cidade de Maputo

Negócios em Moçambique


Creio valer sempre a pena ir passando os olhos pelos cabeçalhos das notícias sobre os negócios em Moçambique através do informado Africa Intelligence. Na imagem as quatro mais recentes notícias. Aqui. Free Translation

A "hora do fecho" no "Savana"

Na última página do semanário "Savana" existe sempre uma coluna de saudável ironia que se chama "A hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Deliciem-se com "A hora do fecho" desta semana, da qual ofereço, desde já, um aperitivo:

Zimbabwe: 65% das receitas para salários

Segundo o ZimOnline, o governo no Zimbabwe dispõe unicamente de 100 milhões de dólares de receitas mensais, dos quais 65% são para salários - disse o ministro da Finanças daquele país, Tendai Biti, num momento em que os funcionários públicos lutam por aumentos salariais. Aqui. Tradução:Free Translation

No WF


A conferir no "Wamphula Fax" de hoje, aqui.

Actualização


Em 2007 publiquei neste diário um trabalho do Professor e matemático Paulus Gerdes, que listou 324 teses de doutoramento de Moçambicanos e 319 de estrangeiros sobre Moçambique. Aqui. Agora, ele actualizou o trabalho, confira aqui.

Facto político total com Guebuza (2)

Mais um pouco desta série.
Falei-vos em facto político total no número inaugural.
Antes de prosseguir, importa dizer o que por isso entendo.
Entendo por facto político total a determinação absoluta da governação de um país pelo comando político de um determinado partido na base de uma ideia-matriz. Todos os aspectos técnicos da gestão estatal são monitorados e interligados pela ideia matriz. Exemplos de ideias-matriz: vencer o subdesenvolvimento, acabar com a pobreza absoluta. Os poros do Estado respiram política em permanência, esta determina o carácter urgencial dos actos estatais, imprimindo-lhe como que uma atmosfera milenarista e a intolerância para com as reservas e as críticas.
(continua)
Nota: em qualquer altura posso operar modificações no texto, o que, a suceder, será assinalado a vermelho.

Ausência

É sempre muito difícil encontrar no que se escreve sobre o nosso país uma análise dos grupos sociais, das classes, das aspirações, das perspectivas, das representações que se fazem, dos choques, das lutas. Quando se tenta caminhar por esse lado, por norma é o inventário étnico e/ou regional que surge como guia.

Pena de morte



Confira em espanhol na Amnistia Internacional, aqui. E também aqui. Para ampliar os mapas, clique sobre eles com o lado esquerdo do rato. Free Translation

Ideologia em acção (6)

Mais um pouco da série.
A terceira característica da ideologia é a sua veemência na defesa do que considera ser a verdade. Os seus defensores jamais aceitam outra visão que não a sua. Para eles, os olhos com os quais miram a sociedade são os únicos olhos justos, os únicos que devem ser respeitados e escutados.
(continua)

No DZ


A conferir no "Diário da Zambézia" de hoje, aqui.

Televisão

A televisão: serviço público versus programação das mentes - esse o título da coluna de Carlos Serra Jr a ser publicada no "O País". Aqui. Cartun reproduzido daqui.

25 fevereiro 2010

Sinta

Postagens na forja

Eis alguns dos temas de postagens que, progressivamente, irão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
*
Taxistas de bicicletas e motorizadas protestam em Quelimane contra novas licenças municipais (trabalho do "Diário da Zambézia")
* Racializar o social (4) (
série)
* Facto político total com Guebuza (2) (
série)
* Pena de morte no mundo
* A televisão: serviço público versus programação das mentes
* Questionários: ponto de situação
* Ideologia em acção (6) (
série)
* Já nos descolonizámos? (9) (
série)
* O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (8) (
série)

15 crianças

O “Notícias” de hoje relata mais um caso de crianças trazidas de uma província para - diz-se - numa outra aprenderem o Islão. Aqui. Recorde uma postagem anterior neste diário aqui.

Facto político total com Guebuza (1)

Em Janeiro de 2008 escrevi uma curta série em dois números intitulada Guebuza e Chissano: competição dinástico-empresarial-prestigial. Aí tentei, na parte final, como que um esboço das personalidades políticas de ambos. Agora, esforçar-me-ei por aprofundar um pouco esse esboço, tomando em conta o que me parece ser a consolidação do que chamarei facto político total no nosso país (tenho em mente o conceito de facto social total de Marcel Mauss) na sequência das intervenções de Filipe Paúnde (aqui e aqui) e de Itae Meque (aqui).
(continua)

O pensamento de Elikia M'bokolo

Fuga de cérebros em África

Uma hemorragia perniciosa: o continente africano esvazia-se cada vez mais de pesquisadores, de informáticos, de médicos, de pessoal altamente qualificado. Há cerca de sete anos, a Comissão Económica das Nações Unidas para África e a Organização Internacional para as Migrações estimaram que, entre 1960 e 1975, 27 mil Africanos deixaram o continente, estabelecendo-se nos países industrializados, especialmente nos da Europa ocidental e nos Estados Unidos. De 1975 a 1984, a cifra atingiu 40 mil. Depois de 1990, calcula-se que anualmente pelo menos 20 mil pessoas tenham deixado e continuem a deixar o continente africano. Em francês aqui. Para um quadro geral, incluindo as causas, leia em português aqui. Entretanto, um livro sobre o tema acaba de ser publicado em França, confira aqui.

Racializar o social (3)

Vamos lá avançar um pouco mais nesta série.
Escrevi no número anterior que a nossa vida é uma contínua gestão de diferenças de muitos tipos.
Isso é socialmente natural. Ou naturalmente social, como desejardes.
Os problemas começam a surgir quando entendemos que as diferenças devem ser hierarquizadas, quando entendemos e defendemos que há entidades superiores e inferiores, que há seres melhores do que outros e que por isso são merecedores de benesses ad infinitum, quando entendemos e defendemos que as injustiças históricas só podem ser corrigidas com novas injustiças. Esses não são problemas naturais, não são problemas genéticos: são problemas socialmente nascidos e inscritos nas relações sociais, na disputa por recursos de poder.

(continua)

No DZ


A conferir no "Diário da Zambézia" de hoje, aqui.

24 fevereiro 2010

Sinta a puíta são-tomense


Sobre a puíta são-tomense, cantada pelo falecido músico Camilo Domingos, leia aqui (para uma visão mais ampla dessa e de outras danças, incluindo as de Angola e Cabo Verde, aqui).

Postagens na forja

Eis alguns dos temas de postagens que, progressivamente, irão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Bispo de Quelimane não gosta de preservativos (trabalho do "Diário da Zambézia")
* Racializar o social (3) (série)
* Fuga de cérebros em África
* Questionários: ponto de situação
* Ideologia em acção (6) (série)
* Já nos descolonizámos? (9) (série)
* O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (8) (série)

Documento histórico


Confira o trabalho em epígrafe do jornal "O País" online aqui. Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato.

Por que tou pidir?

Algo fizemos mal – eis o título de uma intervenção de Oscar Arias, presidente da Costa Rica e Prémio Nobel da Paz em 1987, discursando na Cúpula das Américas o ano passado. A questão de Arias: por que só pedimos ou reclamamos coisas quando nos reunimos com o presidente dos Estados Unidos? Eis, creio, um bela questão para o tou pidir. Leia o texto em espanhol aqui e um resumo em português aqui. Se quer traduzir:Free Translation
Obrigado ao Guilherme Mussane pelo envio da referência.