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Para todas aquelas e todos aqueles que visitarem este diário, os meus votos de um 2017 habitado pelo futuro, pela confiança, pela tranquilidade e pela saúde. Sintam-se bem e regressem sempre a este espaço criado a 18 de Abril de 2006. Abraço índico.
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29 novembro 2009

Reprovações

Por que razão houve tantas reprovações nas disciplinas da secção de ciências nos exames da primeira época do ensino secundário? O director nacional de Exames e Certificação, Jafete Mabote, citado pelo "Notícias", disse que era ainda prematuro dizer que houve muitas reprovações. Mas fez questão de afirmar que (1) as ciências são exigentes ("a aprendizagem das ciências é mais exigente"), (2) os alunos precisam de laboratórios, de bibliotecas e de professores habilitados e (3) é necessário treino permanente na aprendizagem.
Ainda que inicialmente prudente, Jafete revelou, afinal, quais as "causas" dos problemas, justamente os três pontos acima sugeridos.
Todavia, uma vez mais, estamos confrontados com opiniões - por mais válidas que sejam - e não com o produto de um trabalho de pesquisa em profundidade.
Acresce que é completamente discutível que as "ciências" no sentido de Jafete (Matemática e Química, por exemplo) sejam mais ciências do que as ciências sociais.
Nota: desenho reproduzido daqui.

20 Comments:

Anonymous ricardo said...

Professor,

Sem querer ser insistente, permita-me reproduzir novamente:

"Na continuidade do tema que fora levantado por Calane da Silva, eis-nos diante duma das consequencias deste fenonemal sistema "inovador" de educacao de massas do MEC.

Se bem se lembram, no ano passado, houve passagens administrativas em larga escala para compensar os chumbos provocados por um "suposto" sistema electronico escolha multipla. Que os alunos foram incapazes de usar.

E meses depois, o executivo mocambicano, os governos e as organizacoes internacionais anunciaram que o nosso racio de massa cinzenta "subiu" alguns digitos. Um milagre, segundo os padroes africanos...

Todos, aplaudiram, em unissono, este grande fe(i)to!...

Agora os numeros estao novamente ai. 80% de reprovacoes em media, nas 10a e 12a classes. Se juntarmos a isso, o baixo nivel dos aprovados, se comparado com o de algumas geracoes atras, entao percebe-se porque eu disse que um carpinteiro Sueco ainda acaba por entender mais de construcao, do que um eng. Civil local.

Batemos fundo e ainda assim ninguem assume suas responsabilidades.

Porque, ao contrario do que se pensa, os "chumbos" tambem afectaram muitas escolas privadas, pois os exames sao comuns e nacionais.

Era sabido que com as eleicoes de 2009, melhor seria meter ferias colectivas no MEC. Porque estavam "engajados" na campanha. Nas escolas privadas e publicas, o cenario tambem nao foi diferente. So nao sei se nas faculdades esta tendencia nao se repetiu. O que duvido.

Nao olvidando, os feriados e as tolerancias de ponto que, desta vez, coincidiram com sextas ou segunda-feiras.

Estimulos ao ocio, encorajando a Juventude, a entregar-se a outros passatempos mais relaxantes. Mesmo porque, de cima, exemplo melhor nao havia.

Mas o que nao sabiam (ou nai quizeram saber), e que a programacao do ano lectivo sempre e influenciada por estes factores.

Concluindo-se agora, tal como em Italia, que se profissionalize de vez a Funcao Publica, para que ela sobreviva independentemente de haver ou nao mudanca do timoneiro da Nacao, ou da cor politica dominante.

Porque nao deve ser facil para um verdadeiro profissional da Educacao cumprir com o seu programa de trabalho anual, se estiver obrigado a passar todo o seu tempo empoleirado em camioes aos gritos e aos copos com desconhecidos, durante o seu horario de trabalho.

E por favor, retirem as celulas da Frelimo da estrutura de funcionamento da Funcao Publica. Transfiram-nas para os circulos eleitorais, que e o local onde as pessoas habitam. E la onde se vota, portanto e la onde se deve mobilizar em permanencia o eleitorado. Ouvindo as pessoas e fazendo-se conhecer.

Ao faze-lo no servico, serve apenas para muitos chico-espertos, franco-atiradores e penduras se eternizarem nos cargos e a brindarem-nos com valentes asneiras parecidas com as do MEC.

Agora que o Ministerio da Funcao Publica ja anunciou um novo sistema de avaliacao do Funcionario Publico baseado no merito, que tal incluir isso tambem no menu?

Se ate o MPLA teve a coragem de fazer isso e ganhar as eleicoes em Angola, sem apelo nem agravo, porque e que a FRELIMO nao faz o mesmo em Mocambique?"

Portanto, o dizer que ciencia exacta e exigente e as sociais um quase um passatempo e abusivo. E digo-o com toda a propriedade, eu, um cientista exacto, mas que gosta de se intrometer no social.

Por exemplo, o Professor conhecera laboratorio melhor para aprender Matematica do que a abstraccao induzida pela repeticao dos exercicios? Repare que estamos a falar de alunos do ensino secundario e nao do superior...

Juro que nao voltarei mais a este assunto se ninguem discuti-lo neste blog.

29/11/09 1:03 da tarde  
Blogger Abdul Karim said...

Vamos mudar a 1 e 2 classe.

Vamos comecar e depois desenvolvemos...

Se arrancarmos pelo desenvolvido, nunca comecamos...

O ministro tem que aprovar a correccao do manual de 1 e 2 classe.

29/11/09 3:26 da tarde  
Anonymous Viriato Dias said...

Karim,

O problema não está apenas nos manuais. Os engenheiros e doutores que o país tem foram formados com base nesses manuais. No mundo todo os manuais exaltam uns em detrimento de outros. O que tem que ser feito na nossa educação é uma reforma profunda, que passa necessariamente em mudar aquelas ferramentas do passado, que não compreende que os desafios de hoje são outros.

Os manuais podem vir por último. Eu até compreendo a sua preocupação, mas não podemos saltar os degraus da história (...). Se políticas educacionais forem boas, justas, que ponham as pessoas a estudar a ciência e não e beberem como se aguardente, ai sim, o nosso sistema vai conhecer melhorias. Laboratórios, formação e reciclagem de professores são precisos e com urgência.

Zicomo

29/11/09 6:23 da tarde  
Blogger Carlos Serra said...

Muito bem. Temos centenas de escolas primárias e secundárias no país, temos 36 estabelecimenos do ensino superior entre privados e públicos, temos não sei quantos estalecimentos de ensino comercial e industrial. Deixemos o momento presente e avancemos para a hipótese muito ambiciosa de avaliarmos a qualidade do ensino em Moçambique desde...1975 (por exemplo, mas poderíamos pensar em começar em 1970...).
Tema: qualidade de ensino em Moçambique (1975/2008).
Pergunta 1: como definir qualidade de ensino?
Pergunta 2: que pergunta (s) de partida fazer?
Pergunta 3: que hipótese (s) colocar?
Pergunta 4: que variáveis usar?
Pergunta 5: que técnicas e métodos de pesquisa a ter em conta?
Pergunta 6: que amostra zonal e técnica obter?
Pergunta 7: que fontes usar?
Pergunta 8: que tipo de equipa pôr em campo?
Pergunta 9: de que recursos financeiros e técnicos precisamos?
Etc. Abraço.

29/11/09 7:14 da tarde  
Blogger Abdul Karim said...

Viriato,

Percebi,

vamos ter laboratorios, formacao e reciclagem de Professores... e depois disso 'e que avancamos para os manuais de 1 e 2 classe....so ensinamos no fim... nao 'e ? ...la pra 2014...esta bom ?

ate la, porque "No mundo todo os manuais exaltam uns em detrimento dos outros " entao avancamos so com ilustracoes de raca negra e cristaos... nao 'e ?

entao ensinamos que na Africa primeiro eram so negros... e cristaos... depois ja na 3 e 4 classe 'e que ... vieram os portugueses e descobriram o Mussa Al Bique... nao disse? percebi bem.

Os bantu so aparecem na 5 e 6 classe ! nao 'e ?

Assim nao saltamos os degraus da historia.

Viriato estuda historia em Portugal. 'e bolseiro ?

29/11/09 8:37 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

ohulala este é um professor de antes de 75!
XkuraH

29/11/09 10:16 da tarde  
Anonymous ricardo said...

Penso que o professor colocou o dedo na ferida. Na minha visao a qualidade de ensino e medida pela capacidade do aluno apos o seu ciclo de formacao ter os rudimentos basicos para:

1- criar recursos proprios para si e os seus;
2- ter potencialidade de expandir estes recursos;
3- amplificar estas capacidades no meio em que estiver inserido.

E note que me refiro ao Aluno no geral.

Como e evidente, o rudimento de um campones, nao sera o mesmo de carpinteiro. Ou de um tecnico medio, nao sera o mesmo de um engenheiro. Mas eles complementam-se e isso, mostra-se com politicas que encorajem os cidadaos a pensarem mais no saber, do que no canudo. Porque afinal esse ainda e o paradigma dominante, por exemplo, na Funcao Publica.

O ponto de partida, quanto a mim, e a Agenda de Desenvolvimento 20/25 (?). Creio que e uma conquista de que nos devemos orgulhar, pelo corpo de radactores envolvido (supra-partidario). Devera, porventura, ser actualizada. Como perguntas de partida devemos saber:

1. Que sector estrategico e que interessa potenciar em Mocambique?
2. O que e que deve ser feito para moldarmos o ensino para atingirmos esse fim?
3. Qual e o "quantum" que o pais deve gastar para por o projecto em marcha e por quanto tempo?

Repare, Cuba nos anos 60 optou pela Saude e a Biotecnologia onde ate ja havia alguma tradicao, e os resultados estao a vista. A Africa do Sul nos anos 50, optou pelas vias ferreas e a agricultura, tambem actividades com alguma tradicao na altura. O Japao a partir dos anos 50, optou pela tecnologia, pela copia directa de tudo o que ja se fazia nos paises mais avancados. E moldou o seu sistema de educacao com o objectivo de aprender tudo o que se fazia no estrangeiro.

Estes tres paises, a epoca com sistemas politicos totalmente diferentes, conseguiram a sua maneira atingir os seus objectivos e dar o salto em frente.

Entre eles, alguns pontos-chave:

1- Aposta nas ciencias exactas, com reformulacao dos curricula do primario ao secundario;
2- Aposta no ensino bilingue, com o Ingles (o Russo, ou Afrikaans) a serem obrigatorios;
3- Optou-se mais pelo "saber fazer, perguntar depois" .

O merito de cada um desses paises foi descobrir o momento de se inflectir para a normalidade, que e a realidade actual de Mocambique.

A isto chama-se definir as fronteiras do problema
Tal como nos ensina a teoria de analise de sistemas, as hipoteses e as variaveis a usar, decorrerao desse mesmo exercicio de delimitacao do problema.
O resto, e trabalho de tecnicos especializados. Ha muitos em Mocambique (o Prof. e um bom exemplo), mas nao quer dizer que nao queiramos ouvir dos outros. Os recursos financeiros a serem alocados sao vastos e nao podem ser encarados numa perspectiva "Ah-Doc". Compete ao Estado mocambicano responsabilizar-se por isso e nao, esperar que sejam o doadores a alimentar esse proposito. E isso e possivel. Porque endividamento nestes casos, justifica-se, porque o que se investe na educacao recupera-se na geracao seguinte.

Por fim, acho que e tempo de Mocambique possuir uma especie de Conselho de Sabios (uma especie de Academia de Ciencias) com um nivel igual ou superior a este que temos neste blog, acima de toda politiquice, que possa enviar mensagens para toda a sociedade melhor se orientar, do mesmo modo que ja o fazem os religiosos por exemplo em questoes muito menos abrangentes. Faz muita falta.

29/11/09 11:16 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Ricardo é sem dúvida alguém que sabe o que diz, ...muita ciência e saber... a minha devida vénia para sí !

O ensino actual está a ter os problemas que está a ter porque o estado demitiu-se há já muito tempo do seu verdadeiro papel, o MEC é uma fonte de chorudas comissões de grandes tubarões que por lá se instalaram sob a capa do grande partidão, onde não se para de construir salas de aulas mas não se mete nelas educação nenhuma pois fazer um plano sério não dá comissão.

um exemplo são os manuais usados onde nas suas sucessivas re-impressões observamos que num manual onde um mapa ocupava uma pag A4 há 10 anos hoje o mesmo mapa é metade da pag, e sem grafismo nenhum, mal se lé ou interpreta, isto para não falar da qualidade do papel em geral, já não se exige qualidade mas sim comissão!

No MEC planea-se o ano lectivo de acordo com o calendário político, se é ano de eleições as aulas acabam oficialmente 1 mês antes do normal e não oficial 2 meses antes pq os boss´s têm que ir para a campanha.


Quanto a uma ciência ser mais importante que a outra::! NO COMENTS! a tamanha asneira.

Um Laboratório deve custar o preço de um mercedes, logo sabemos de onde pode vir o dinheiro

Moz Free

30/11/09 8:14 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Os putos da primária na Europa já usam quadros interactivos,!...

Alguém conhece um dirigente que tenha os filhos no ensino público?


Mozfree

30/11/09 8:18 da manhã  
Anonymous Chacate Joaquim said...

Professor,
Pelomenos irei responder a 1ª questão

Como definir qualidade de ensino?

Verificando o nível de atingimento dos objectivos do SNE emanados na Política nacional de educação, da lei 6/92 de 6 de maio, etc...

Tenho uma proposta com relação à 2ª questão. a pergunta de partida deve ser aquela que a sua responta aponta a nossa preocupação a saber: se as crianças terminão 7ª classe sem saberem lêr, escrever, operações matemáticas simples! há ou não qualidade no nosso sistema de ensino?

Ora, a mesma pergunta pode ser feita de outra forma, substituiu se professor sem formação psicopedagógica, construiu-se e apetrechou-se salas de aulas, há mais mininas nas escolas, reduziu-se o indice de desistências, está-se a colocar Técnicos Superiores em Gestão de Educação nas escolas... há ou não qualidade no nosso ensino?

Centralizou-se os métodos de avaliação sumativa, racionalizou-se o investimento educacional através de progessões semi-automáticas! quais são efeitos colaterais destas medidas?

Portanto, as hipóteses e variáveis poderão surgir obviamente desta discunsão que o investigador poderá fazer. obrigado

30/11/09 10:04 da manhã  
Anonymous Viriato Dias said...

Karim,

Graças a Deus que em toda a minha vida nunca estudei graças a ajuda directa do Governo. Se alguma coisa fiz foi graças, primeiro, ao dever do Estado de dar uma educação aos seus cidadãos, segundo a herança moral herdada dos meus pais e, terceiro, esforço próprio. Ah, pode colocar Alam / Deus antes de tudo e de todos.

A sua preocupação é legítima, desde. Desde que o Da Silva veio dizer que os manuais devem ser mudados não tem outro tipo de comentário para justificar o fracasso do ensino em Moçambique que não seja a cor dos bonecos. Está a ser infeliz, não uma vez mas mil vezes. O MEC em momento oportuno há-de satisfazer-lhe a sua vontade e a dos demais.

Esta aqui exposta uma série de perguntas que o professor colocou, penso que se nos concentrassemos nelas o galo já estaria a cantar de outra maneira neste que é um dos sectores mais vulnerável do sistema administrativo do país.E não tenha dúvida, os moçambicanos não são tão péssimos assim, o problema é sobejamente conhecido, temos muitas escolas, muitas universidades, mas LABORATÓRIOS, FORMAÇÃO DE PROFESSORES E A SUA RECICLAGEM, MATERIAIS DE ENSINO, INCLUINDO A INERNET, isto é uma miragem no ensino. Eu próprio constatei isso enquanto docente em Moçambique (quer saber aonde?). Em Nampula e Maputo!

Temos que ser realistas, os manuais não são os problemas de fundo, isto só serve para aguçar as diferenças raciais, embora seja legítima a sua reclamação. É preciso mais do que isso. O Karim diz que nas escolas ensina-se as coisas tardiamente ou fora do contexto do tempo, é verdade, mas este não é só um problema nosso. No mundo todo não é possível ensinar tudo ao mesmo tempo. O que tem que ser feito, ao invés do líderes africanos descutirem a questão do Zimbabwe, bem podia uniformizar o ensino em África, tal e qual a Europa, mas tendo em conta as balizas do país.

Repito, os manuais que temos foramaram doutores, engenheiros, por isso não acho que o problema venha dai, dos manuais.

Estou aqui atento a sua resposta, Zicomo

30/11/09 1:11 da tarde  
Blogger Abdul Karim said...

Sobre os manuais da 1 e 2 classe, ja expressei a minha opiniao...

Vou esperar o ministro fazer-me a vontade... fazer- nos a vontade de autorizar a correccao dos manuais... de 1 e 2 classe.

...depois claro...concordo com a melhoria de condicoes de trabalho dos Professores e os laboratorios todos.

30/11/09 4:04 da tarde  
Anonymous ricardo said...

Professor,

A natureza da minha profissao obriga-me a ser analitico. E sobre o assunto em apreco, fui pesquisar nos meus rabiscos ocasionais e gostaria de dissertar sobre

"
Pergunta 4: que variáveis usar?(...)"

I- Contexto

A) GERAL
1.Proporcao de populacao em idade escolar;
2.PIB por habitante;

B) CAPITAL HUMANO
1. Relacao de populacao X actividade economica;
2. Nivel de escolaridade da populacao adulta;

C)EXPECTATIVAS SOCIAIS FACE A EDUCACAO
1. Nivel maximo de culminacao dos estudos;

II - Recursos
A) RECURSOS FINANCEIROS E ECONOMICOS
1. Despesa total da Educacao face ao PIB;
2. Despesa publica em Educacao;
3. Despesa publica destinado a ajustes ao sistema;
4. Despesa em educacao por aluno;
B)RECURSOS HUMANOS
1.Proporcao de populacao activa empregada no professorado;
2.Alunos por turma X professor;
3.Alunos por grupo educacional;
4.Alunos por professor;

(Continua...)

30/11/09 6:42 da tarde  
Anonymous ricardo said...

Parte 2 - ESCOLARIZACAO (pressupoe o estabelecimento de um limiar de escolaridade obrigatoria evolutiva)

1. Escolarizacao em cada etapa educacional;
2. Escolarizacao e populacao escolarizavel;
3. Escolarizacao e financiamento da educacao;
4.Escolarizacao e populacao;
5.Escolarizacao dos 0-29 anos (exemplo);
6.Esperanca de vida escolar aos 6 anos;
7. Evolucao das taxas de escolarizacao nas idades dos niveis nao obrigatorios;
8.Educacao de infancia;
9.Educacao secundaria pos-obrigatoria ;
10.Ensino superior;
11.Acesso ao ensino superior;
12.Provas de acesso ao ensino superior;
13.Novos ingressos no ensino superior;
14.Atenção à diversidade;
15.Alunos com necessidades educativas especiais;
16.Alunos estrangeiros;
17.Formacao continua;
Continua (...)

30/11/09 7:21 da tarde  
Anonymous ricardo said...

Parte 3 (cont...)PROCESSO EDUCATIVO

I - Organizacao e funcionamento dos polos educacionais (escolas, centros, universidades, institutos, etc.)

A)TAREFAS DE DIRECCAO
1. Perfil dos chefes dos polos educacionais;
2. Tempo dispendido em tarefas de direccao;
B) NUMERO DE HORAS DE ENSINO
1. Na Educacao Primaria;
2. Na Educacao Secundaria obrigatoria;
C) AGRUPAMENTO DE ALUNOS
D) PARTICIPACAO DOS PAIS NO POLO EDUCACIONAL
1. Adesao e participacao nas associacoes de pais e maes dos alunos (isto pressupoe a sua criacao, ou recriacao como queiramos);
2. Participacao dos Pais nos polos de educacao secundaria obrigatoria;
E) PRAXIS EDUCATIVA
1.Trabalho em equipa dos professores (Primaria e Secundaria obrigatoria);
2.Perfil do docente (Primaria e Secundaria obrigatoria);
3.Actividades do Aluno fora do horario escolar (TPC, actividades extra-escolares);
4. Tutoria e orientacao educacional (atribuicao das tutorias , funcao das tutorias e dos departamentos de orientacao nos polos de ensino secundario obrigatorio);
5.Formacao continua do professorado (primaria, secundaria obrigatoria);
6. Ambiente Escolar (relacoes nas aulas e no recinto escolar)

(Cont.)

30/11/09 7:44 da tarde  
Anonymous ricardo said...

Parte 4 - AVALIACAO DOS RESULTADOS

A) RESULTADOS DOS ALUNOS

1. Ensino Primario ( Lingua Portuguesa e Vernacular se aplicavel, Matematica, Ingles)-- Esta limitacao e propositada, porque pressuponho que estas cadeiras sao nucleares no novo paradigma de ensino, i.e. Matematica e Portugues desde sempre + Ingles pela globalizacao e uso da Internet;
2. Ensino Secundario Obrigatorio (Portugues, Matematica, Ciencias Sociais, Historia e Geografia)-- Segue o mesmo argumento anterior, mas no lugar de Geografia, poderia ser Ciencias Naturais, Biologia, etc. Depende que SECTOR PRIORITARIO e que o pais quer moldar (ver posts anteriores);
3. Expressao vocacional do Aluno (primario, ensino secundario obrigatorio);
4. Promocao e Certificacao (Adequação da idade dos alunos do ensino obrigatório, Taxas de Graduação);
5. Resultados a longo prazo (Taxa de actividade e desemprego por nível de ensino, Taxa de actividade por nível de ensino, Taxa de desemprego por nível de ensino)


Como ve, caro Professor, estas variaveis estao disponiveis ate no INE. Portanto, o trabalho ate esta pre-feito. O problema e que em Mocambique, as instituicoes comunicam melhor com os doadores, do entre si.

Com base nestas variaveis, poderei dissertar em profundidade, a medida que o assunto for escalpelizado neste blog. Vamos la falar...

Quanto a

"Pergunta 8: que tipo de equipa pôr em campo?"

Como e evidente, equipas multidisciplinares de tecnicos (e nao de politicos com ambicoes de poder) do INE, MEC, MICT e Academias. O INOQ (Qualidade ?) tambem deveria intervir.

30/11/09 8:04 da tarde  
Blogger Carlos Serra said...

Seria fascinante prevermos que alguém do MEC estivesse a ler os comentários aqui...

30/11/09 8:41 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Professor, porque não enviar uma carta ao MEC fundada neste debate e exigir resposta (para postar aqui também)

30/11/09 9:11 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

A propósito de educação, Tempos Modernos e SIDA (hoje é dia mundial)

ouvi ontem na rádio que escolas da região natal de Nelson Mandela estão a submeter aos seus alunos testes obrigatórios de virginidade.


O que acham do procedimento?

1/12/09 9:03 da manhã  
Anonymous Chacate Joaquim said...

MAU.
Porque SIDA não se transmite só via sexo desprotegido. veja que passão ceraca de mais de 20 anos depois do primeiro caso detectado nos EUA, e os que nãsceram e vivem com ele nesta idade serão consecionalisados e protegistos via teste de virgindade? Uma médica ninha amiga dizia me a virgindade pode deixar de existir não porque alguém fez sexo mas por tantas outras razões normais. e nesses casos, como é que esses testes irão ter utilidade?

1/12/09 9:58 da manhã  

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